Na última quarta-feira, 15/12, a coordenação do Centro de Zoonoses da Prefeitura de Francisco Beltrão (Centro de Apoio ao Controle de Zoonoses e Bem-Estar Animal) apresentou um balanço das atividades realizadas durante o ano de 2021 e o planejamento de novos investimentos na estrutura. Os dados foram mostrados em reunião no Ecomuseu Jorge Baleeiro de Lacerda.

Em funcionamento desde maio de 2019, o órgão municipal conta com importantes parcerias, especialmente das Ongs, de cuidadores de animais e das clínicas veterinárias. Na abertura da reunião o secretário Adriano David, do meio Ambiente, falou sobre a importância do órgão.

“O Centro de Zoonoses tem papel fundamental tanto na questão de saúde pública quanto na proteção dos animais. O prefeito Cleber tem nos dado todo o respaldo neste trabalho, pois a estrutura é mantida e bancada financeiramente pela prefeitura”, comentou o secretário.

O relatório de atividades foi apresentado pelo coordenador técnico do órgão, o médico veterinário Everton Leonardi. Ele falou sobre a estrutura física, de profissionais e de aparelhamento. Além de local para o alojamento de cães e gatos, possui dois ambulatórios, centro cirúrgico, sala de lavagem e esterilização de materiais cirúrgicos, o castramóvel e a ala administrativa. Trabalham no local oito pessoas, sendo três médicos veterinários.

Nestes dois anos e meio de funcionamento mais de 2.000 animais receberam atendimento, sendo mais de 150 resgatados em situação de maus tratos. Destes, 130 foram adotados. Somente neste ano de 2021 foram atendidos quase 1.000 animais, sendo que 80 foram resgatados em situação de maus tratos. Cerca de 700 animais foram castrados, atendendo as Ongs, criadores e famílias em situação de vulnerabilidade social. A prioridade é atender animais de rua e resgatados.

Os animais também são vacinados e recebem todo o suporte quando estão doentes. Neste ano a prefeitura investiu quase R$ 500 mil no pagamento das clínicas veterinárias conveniadas, medicamentos, material hospitalar e ração. Em relação ao ano passado, o investimento triplicou. Além disso, são feitos investimentos na estrutura e na equipe.

 Everton relatou que o abandono e maus tratos são as questões que mais preocupam e lideram os atendimentos. “Observamos em muitos casos a falta de responsabilidade dos tutores e os animais é que sofrem com isso e precisam do nosso amparo e atendimento”, disse o veterinário. Dentre as metas elencadas para o próximo ano estão a ampliação dos mutirões de castrações nos bairros, utilizando o castramóvel, e da estrutura, especialmente de vagas nos canis.

Fonte/Imagem: Prefeitura de Francisco Beltrão

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