No última sexta-feira, 14/01, a Polícia Militar do Paraná comemorou o trigésimo aniversário do Esquadrão Antibombas (EAB) da instituição. A solenidade aconteceu na sede da Comunidade Israelita do Paraná, em Curitiba, e contou com a presença do vice-governador do Estado, Darci Piana. Criado em 15 de janeiro de 1992, o grupamento faz o enfrentamento ao uso criminoso de artefatos explosivos em todo o Paraná. 

“São 30 anos de trabalho para montagem de um esquadrão que tenha capacidade suficiente para enfrentar qualquer dificuldade. Aquilo que acontecia há 30 anos não acontece mais, os equipamentos e a tecnologia avançaram e esse esquadrão está sendo preparado, ao longo desses anos, para enfrentar a criminalidade do século 21”, destacou o vice-governador, que também recebeu uma moeda comemorativa.

O evento homenageou policiais do esquadrão e autoridades com moedas alusivas ao trigésimo aniversário do EAB. Foram honrados os atuais e os ex-integrantes e técnicos do grupamento, além de operadores mais antigos e policiais que foram feridos por explosivos durante operações. Também foi descerrada uma placa comemorativa pelos 30 anos da divisão. 

O subcomandante-geral da PMPR, coronel Rui Noé Barroso Torres, ressaltou a evolução e a especialização do EAB. “No início dos trabalhos nós tínhamos apenas dois policiais, que foram os primeiros a se especializarem fora do Brasil no ofício de manusear e combater artefatos explosivos. Ao longo da história, o Esquadrão Antibombas cresceu, se desenvolveu, com seu corpo de operadores se especializando cada vez mais. Hoje o esquadrão do Paraná é referência no Brasil e fora dele, dos níveis mais básicos até a atuação em missões mais complexas”, contou.

Segundo o comandante do Bope, major Sérgio Augusto da Silva, o trabalho dos operadores antibombas salva vidas. “Nós não conseguimos mensurar quantas foram salvas, quantos crimes evitados pela apreensão de materiais. É um trabalho excepcional que faz a diferença”, explicou. “O Esquadrão Antibombas é referência nacional em tecnologia e desenvolvimento técnico. Foi a primeira unidade explosivista que fez uso de uma roupa antifragmentação no Brasil, o traje mais moderno que existe para proteger o militar que estiver em operação”.

A missão do EAB é atender ocorrências que envolvam bombas, prestando serviço técnico para evitar acidentes. A atuação se dá em casos específicos e que exigem alto grau de treinamento, dedicação e responsabilidade. Ele é acionado, por exemplo, em situações de arrombamento a bancos e caixas eletrônicos, explosão de veículos ou locais com uso deste artefatos, entre outros.

EVOLUÇÃO – O Esquadrão Antibombas recebeu em 2021 dois trajes para serem utilizados pelos operadores durante o atendimento às ocorrências envolvendo artefatos explosivos. Os equipamentos foram importados ao custo de R$ 1,2 milhão, recurso obtido pela Secretaria da Segurança Pública junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Além disso, a subunidade tem estimulado a produção de artigos científicos e publicação de periódicos sobre operações antibomba. Um exemplo foi o lançamento da Revista Brasileira de Operações Antibombas, graças a uma parceria do Esquadrão com a Academia Policial Militar do Guatupê (APMG). O material visa tratar do tema com maior riqueza técnica, aperfeiçoando operadores e atualizando conceitos e doutrinas.

Fonte/Imagem: AEN/PR

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