A Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG) já auxiliou 117 investigações criminais no Estado do Paraná, segundo o relatório semestral do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O Paraná é o terceiro em quantidade, com 4,1% dos 2.802 procedimentos, ficando atrás dos laboratórios de São Paulo e Goiás, e da Polícia Federal.

Com o objetivo de manter, compartilhar e comparar perfis genéticos para ajudar na apuração criminal e no processo de investigação em todo o Brasil, a RIBPG foi criada em 2013 e a partir de 2014 começou a emitir relatórios semestrais referente aos dados do banco integrado.

Desde a sua criação, o banco de perfis já computa mais de 110 mil amostras divididas em diversas categorias, sendo que as principais são a de vestígios de locais de crimes, de referências de pessoas desaparecidas, de restos mortais não identificados e de condenados. Os perfis são coletados pelos 22 laboratórios de genética forense que compõem as polícias do Brasil.

Para o coordenador do laboratório de DNA da Polícia Científica do Paraná, perito Marcelo Malaghini, várias características do banco ajudaram nas investigações. Uma delas é o banco de perfis genéticos composto pelos perfis das pessoas presas.

“Graças a uma quantidade grande de perfis genéticos de condenados e a um número expressivo de vestígio cadastrados no banco nacional, essas ações permitiram a elucidação de alguns crimes. O caso Rachel Genofre é um bom exemplo, aconteceu há quase dez anos e só foi elucidado quando um condenado por outro crime ingressou no banco de perfil genético pelo estado de São Paulo, permitindo a solução no Paraná”, disse.

“Ao longo destes dez anos de investigação mais de 130 suspeitos foram submetidos a exames de DNA e todos tiveram resultados negativos. A elucidação só aconteceu graças ao banco de perfis genéticos”, explicou.

O material genético é coletado pela saliva, em método indolor, por meio de um dispositivo que se assemelha a uma esponja, permitindo que o DNA fique até 20 anos armazenado em temperatura ambiente. O procedimento segue um protocolo que não expõe o perito e nem a pessoa que está tendo o material coletado à contaminação por coronavírus.

As informações contidas nessa coleta são processadas no laboratório da Polícia Científica do Paraná, passando por um robô e máquinas até serem incluídas no Banco de Perfis Genéticos do Estado.

O software que faz match dos DNAs confronta amostras em busca de coincidências que permitam relacionar suspeitos a locais de crime ou diferentes locais de crime entre si. Os perfis genéticos atendem aos critérios de admissibilidade previstos no Manual de Procedimentos Operacionais.

Fonte/Imagem: AEN/PR

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