Tribuna do Sudoeste

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Diretor-Presidente Sebastião Barbosa da Silva

                                              ANO 8 - Nº 479

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Poesia contra as drogas

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A proposta de reflexão sobre o uso de drogas lançada esse ano pelo jornal Tribuna do Planalto, por meio do 8º Concurso de Redação Goiás na Ponta do Lápis, foi extremamente bem aceita pela comunidade escolar.
Na festa de premiação da regional de São Miguel do Araguaia, no dia 19 de setembro, uma grata surpresa. Além da redação para o concurso, a aluna Mylena Mariana Pires Barbosa, 11 anos, decidiu transformar seu alerta em versos.
Com muita sensibilidade, a garota encantou a todos ao subir ao palco e declamar a poesia que ela intitulou “Contra as Drogas”.
Por telefone, Mylena explicou que adora escrever e que achou o tema do concurso muito “bem vindo”. “Foi importante porque serviu para orientar os alunos sobre o que as drogas fazem com a nossa saúde”, destacou ela.
A garota mora com os pais na Fazenda Capim Puba, no município de São Miguel do Passa Quatro. Ela é aluna do 6º ano (Ensino Fundamental) do Centro de Aprendizagem Professor José Arnaldo Batista, na mesma cidade.
Edna Maria Aleluia Basílio, coordenadora pedagógica da escola, conta que é a segunda vez que Mylena participa do Goiás na Ponta do Lápis.
A primeira foi no ano passado, quando ela produziu uma redação sobre a influência das novas tecnologias na Educação. Também foi selecionada.
Este ano, a redação de Mylena ficou em 8º lugar da categoria A, na fase regional. Com isso, ela conquistou

medalha de Bronze e Certificado.
Nesta edição decidimos homenagear Mylena pela iniciativa de escrever não apenas uma redação, mas também uma poesia. Sensível e linda, por sinal!

Contra as drogas

“Contra as drogas
para que desperdiçar
essa vida tão bonita?
Deus nos deu saúde
e muita harmonia.
A tristeza anda ao lado
de quem procura confusão.
Das drogas, quero distância,
quero agir com razão.
Adolescente esperto não
entra nessa roubada.
Analisa e decide pela melhor opção.
Para não entrar nessa fria,
aprenda a dizer “não”!
Pensando nessa situação,
prefiro me dedicar aos estudos.
Quero paz, amor e carinho
e aproveitar cada momento
para construir meu futuro”.



Caros seres humanos,

Venho através desta comunicar-lhes como eu e minha família somos importantes para o planeta. Meu nome é Ipê Amarelo e tenho seis meses de vida.
Sou pequenina, pegando o jeito de ser árvore. Mas como vou ser uma árvore bonita e saudável se corro o risco de ser cortada, todos os dias? Meu pai me disse, um dia desses, que nossa prima, a Cássia Rosa, e vários amigos da espécie dela tinham sido derrubados.
Depois, meus pais falaram que um amigo de infância deles estava desaparecendo. O nome dele é Pau Brasil. Tenho medo de ser a próxima. Minha mãe sempre me conta uma historinha diferente antes de dormir.
Mas, um dia, ela contou uma tão diferente, que eu fiquei acordada a noite toda. A história falava sobre um tal de homem, que vinha atormentar a minha família todos os dias. Ele tinha uma coisa nas mãos que cortava o nosso corpo e a gente morria sem poder fazer nada. Eu pensei que era só uma história, mas ontem eu vi!
O tal homem com a coisa na mão, foi na casa do fundo e cortou minha vizinha. Essa árvore tinha ganhado vários concursos no nosso bairro. Era a Dona Flamboyant. Ela trabalhava dia e noite para melhorar o ar do nosso planeta. Nós tentamos fazer, cada dia mais, um ar melhor para todos. Mas só conseguiremos juntos, unindo nossas forças. E como vocês nos cortam, não temos todos da espécie para fazer o que sabemos de melhor.
Nós também protegemos rios. O meu tio faz parte da mata ciliar do rio Amazonas. Ele disse que é um dos poucos que restam nas margens do grande rio. Quando estamos plantadas em barrancos, fortificamos o solo de tal forma, que ele não se desloca facilmente. Aquelas tragédias que aconteceram nas favelas do Rio de Janeiro poderiam ter sido evitadas, se minhas amigas que viviam lá não tivessem sido cortadas e dado lugar à casas.
Eu sei que, assim como nós moramos em florestas, vocês moram em casas. Mas derrubar árvores para construir moradias é mais perigoso do que ficar sem elas. Quando um morro é desmatado, a saúde de seu solo morre junto com as árvores e depois, acaba matando pessoas como vocês.
Quem disse que somos o pulmão do mundo não pensou em dizer também que os seres humanos são a pneumonia. Vocês estão nos matando e isso mata a todos os seres vivos também, inclusive os humanos. Quando derrubam uma parente minha, junto com ela morre mais uma parte do mundo.
É preciso que vocês, seres humanos, saibam que nós não somos apenas o pulmão do mundo. Nós protegemos as suas vidas e de toda sua família. E para proteger vocês, nós precisamos antes de tudo, de proteção.
Precisamos da certeza de que ao amanhecer de cada dia, estaremos vivas, longe das coisas cortantes. Eu peço então, que preservem minhas florestas. Cuidem delas como se fossem seu anjo protetor. Lembrem-se, se uma árvore é cortada, muitas vidas vão com ela. Por favor!
Não desmate nossas florestas. Estamos aqui para dar o que mais precisam, o ar. Nos ajudem a melhorar o planeta. Assim, poderemos evitar coisas piores como o aquecimento global. Agradeço pelas minhas raízes se vocês lerem minha carta e espero um futuro melhor para mim e para todas as florestas do mundo. Com muita esperança,
Ipê Amarelo.

Última atualização em Sáb, 24 de Setembro de 2011 17:30

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